Felipe Mota chamou a atenção para o momento político em que vive o Brasil. Foto: ALECE

A informação de que militares presos em operação da Polícia Federal tentaram matar o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin caiu como uma bomba no noticiário político nacional. Como não poderia ser diferente, o tema também foi levado à tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (19).

O assunto foi tratado no Plenário 13 de Maio pelo deputado Felipe Mota (União), que sugeriu uma reflexão sobre o atual cenário político no Brasil, com a ascensão de extremismos e da chamada polarização entre esquerda e direita. Ele destacou  as prisões de quatro militares do Exército e um agente da Polícia Federal, autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por suspeitas de planejar o assassinato de Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin, e além de Morais,  que na ocasião presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Olha só o que está acontecendo no Brasil. Nós fomos ensinados nos bancos dos colégios sobre extremismo, nós aprendemos que não podemos levar as discussões ideológicas para o lado pessoal, mas, a cada instante, o Brasil vive um pandemônio social e de existência”, lamentou.

De acordo com o parlamentar, o poder é temporário e não seria coerente a um político se apegar a cargos, como supostamente teria acontecido no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, que seria, em tese, o principal beneficiário de um assassinato do presidente e seu vice, de acordo com as investigações da PF.

“É preciso entender que os políticos não ficam no poder eternamente, os laços mudam, as ideias mudam e o nosso País passa por uma autocrítica que inclusive nós políticos precisamos rever”, destacou Felipe Mota. O deputado Fernando Hugo (PSD) também comentou o assunto, afirmando ele que a vida pública no Brasil “está deteriorada”, com fatos sequencias “nojentos”.

“À época de ‘revolução’ (ditadura), os grupos etiquetados como comunistas faziam guerrilha urbana nos tempos de rua e hoje se flagra uma guerrilha urbana no século 21 prendendo-se general. Onde é que vamos chegar?”, questionou o parlamentar.