Márcio Martins já sinaliza que fará oposição à gestão Evandro Leitão. Foto: CMFor

Reeleito para o terceiro mandato legislativo, o vereador Márcio Martins (União) já sinaliza que fará oposição ao prefeito eleito Evandro Leitão (PT). Ele subiu à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza  nesta terça-feira (12) para criticar a futura gestão da cidade. Segundo disse, aliados do próximo gestor cobrarão a fatura do apoio dado durante o segundo turno da campanha, o que pode resultar em um Governo inchado para acomodar correligionários.

Em seu pronunciamento, o parlamentar alertou que as eleições já passaram e que houve um vencedor, não cabendo qualquer questionamento sobre o resultado das urnas. No entanto, ele afirmou que os 43 vereadores eleitos têm como missão fiscalizar a próxima gestão. “Se existe um momento em que o Poder Legislativo se fará de grande importância será agora”.

De acordo com ele, essa importância se dá pelo fato de a máquina pública de Fortaleza sinalizar que será “inchada” pelos próximos anos. “Ou será que alguém acha que os prefeitos que estiveram aqui no domingo de eleição vieram a Fortaleza para passear? Todo mundo vai querer a sua fatura. Todo mundo que esteve envolvido nesse processo: o prefeito derrotado, deputado estadual, federal, todos estão de olho nesse bolo. E o povo de Fortaleza não pode pagar a conta”.

Ele citou especificamente os deputados federais Eunício Oliveira (MDB) e Guimarães (PT), que estiveram envolvidos diretamente na candidatura de Evandro Leitão. Durante a campanha, os candidatos derrotados Capitão Wagner (União) e André Fernandes (PL) tentaram usar os nomes dos dois parlamentares como ponto negativo da campanha do petista.

Fiscalizar

Ainda de acordo com Martins, a Casa Legislativa receberá “matérias muito cabulosas para que esses compromissos sejam honrados”, e é neste momento em que os vereadores terão que ficar atentos, segundo ele. “Temos que estar aqui atentos e vigilantes. O processo de eleição acabou, não adianta mimimi. Quem entra na disputa deve estar preparado para ganhar e perder. Venceu quem a cidade escolheu. Quem não se sente contemplado, vá para a oposição. Por isso que estou aqui deixando claro, nada direcionado ao prefeito. É uma conjuntura”.

Ele lembrou que, além do prefeito, as pessoas elegeram 43 vereadores que têm a obrigação de fiscalizar. “Recados foram dados pela cidade para ambos os lados. Não tem coisa que nos ensine mais do que uma eleição, tanto para quem ganha quanto para quem perde. Precisamos fazer essa reflexão do papel de cada um em uma cidade dividida como nunca esteve antes”, disse.