Cláudio Pinho apontou que a obra sem licitação pode gerar processo contra Evandro Leitão. Foto: ALECE

O clima segue tenso na Assembleia Legislativa. Com apenas uma sessão ordinária, a partir desta semana, as intrigas político-eleitorais vão se acumulando e passarão a ser temas na tribuna do Plenário 13 de Maio. Na manhã desta terça-feira (20), durante discussão sobre manifestação do prefeito Sarto, o deputado Cláudio Pinho (PDT) afirmou que o presidente da Mesa Diretora, Evandro Leitão (PT), pode ser processado por ter usado de dispensa de licitação para a construção do novo plenário da Casa.

Pinho estava respondendo às críticas feitas pelo deputado Osmar Baquit (PDT), que minutos antes insinuou que Sarto tinha sido investigado por CPIs no passado. Cláudio Pinho iniciou suas colocações afirmando que “quem com ferro fere, poderá ser ferido”. “O deputado Osmar levanta diversas ilações chamando o prefeito de X9, lixeiro. Diz que o prefeito Sarto está sendo processado”.

Ele também questionou se Baquit será “X9”, já que quando Sérgio Aguiar (PDT) foi candidato à presidência da Casa, Osmar defendia sua candidatura e mudou para votar no candidato Zezinho Albuquerque. “O que aconteceu? Tenha cuidado, deputado Evandro. Vossa excelência pode ser processado. Estamos fazendo a reforma do plenário sem licitação, e isso pode gerar processo no futuro. Essa obra do plenário é mais cara do que a da orla da Praia de Iracema. Quem com ferro, com ferro será ferido”.

Evandro Leitão respondeu ao colega e afirmou que não vai discutir sobre os valores investidos na construção de um novo Plenário 13 de Maio, que foi destruído após incêndio que atingiu o ambiente. Ele também afirmou que não vai ficar “jogando para a plateia”.

Plateia

“Não entendi o porquê das colocações do Cláudio Pinho. Quero dizer, Cláudio Pinho, que a modalidade dispensa é um processo licitatório. Assim como a Assembleia realizou através de dispensa, tudo respaldado, o mesmo procedimento foi realizado pelo Tribunal de Justiça, há dois anos, quando do incêndio que aconteceu no Poder Judiciário”, disse.

“Sobre a questão de valores, não vou discutir. Isso foi feito pela Casa pelos setores da Casa, pela engenharia. Não vou entrar nesse mérito para ficar jogando na plateia. Querem trazer esse barulho para cá”, concluiu Leitão.