Bolsonaristas, pedetistas e waguinistas fazem oposição ao Governo Elmano de Freitas na Assembleia. Foto: Reprodução/Instagram

O deputado Queiroz Filho (PDT) tentou explicar, durante sessão ordinária, na manhã desta quinta-feira (08), o alinhamento de parte dos deputados pedetistas ao grupo bolsonarista na Assembleia Legislativa. De acordo com ele, tal aliança só se dá quando diz respeito à oposição ao Governo do Estado, comandado pelo governador Elmano de Freitas.

Para Queiroz, tanto o projeto bolsonarista quanto o pedetista foram derrotados na disputa eleitoral de 2022, o que justificaria um alinhamento contra a gestão atual. Ele explicou, ainda, que tanto pedetistas, quanto bolsonaristas e waguinistas apresentaram candidaturas para o pleito deste ano em Fortaleza, o que demonstra que cada um dos grupos têm ideais distintos para a Capital cearense.

“Nós apoiamos um projeto que não teve êxito. Eu acho que para ficar bem claro e pontuado, o que existe é a gente levar em consideração que existem diversos partidos que fazem oposição ao Governo do Estado. Cada um desses partidos, por exemplo, está apresentando ua proposta para Fortaleza. O PDT tem o Sarto, o União Brasil o Capitão Wagner e o PL o André Fernandes”, disse.

Segundo afirmou, cada um tem uma filosofia, uma forma de pensar distinta, e que, eventualmente, podem estar votando da mesma forma. Mas para ele isso não significa um alinhamento ideológico. “Ao passo que somos contra o aumento do ICMS, e a gente foi contra. Fomos contra a aprovação de empréstimos que não sejam para investimentos, apenas para postergar dívidas”.

Ceará

Ele também disse que os grupos foram contrários ao aumento da quantidade de secretarias no Governo Elmano, logo no início da gestão, “para passar para aliados. Qual a prestação de serviço que essas secretarias prestaram?”, questionou. “Não é um alinhamento ideológico, mas de um clamor da população do Ceará. Nós, do PDT, estamos sendo coerentes com aquilo que a gente defendeu”.

O parlamentar ressaltou, ainda, que vem cobrando a promessa feita pelo Governo do Estado de zerar a fila de cirurgias eletivas e o projeto “Vai e Vem”, que prometia transporte gratuito para moradores da Região Metropolitana de Fortaleza. “Iniciaram o programa, deram para os estudantes e se não me engano parou nessa etapa. Esse alinhamento talvez seja para colocar em prática esse famoso projeto”.