André Fernandes e Capitão Wagner são aliados desde 2018, quando o bolsonarista foi eleito deputado estadual mais votado do Ceará. Foto: Reprodução/Instagram

O candidato ao Governo do Estado, Capitão Wagner (UB), tem enfrentado conflitos internos em sua coligação, principalmente, entre bolsonaristas, por não estar associando seu nome ao do presidente da República, Jair Bolsonaro. Para um dos principais aliados do chefe do Executivo no Ceará, o deputado André Fernandes, o estopim foi o fato de o opositor ter dito que respeita o ex-presidente Lula, que lidera as pesquisas para a disputa presidencial.

“Muita gente tem me perguntado se continuo apoiando o Capitão Wagner após as recentes declarações dele a respeito da eleição nacional. Apesar de não concordar, até entendo a sua posição quando se trata de fidelidade partidária, o impedindo de apoiar Bolsonaro declaradamente agora. Muitos dariam tudo pelo apoio do Presidente Bolsonaro, enquanto alguns que o recebem de forma voluntária preferem ignorar e esconder”, disse o parlamentar.

Para ele, “quem não liga pro apoio do Bolsonaro, também não deve se importar com o apoio dos bolsonaristas”. No entanto, Fernandes destaca que a situação política colocou três opções na disputa, sendo uma delas o ex-prefeito Roberto Cláudio, do PDT, apoiado por Ciro Gomes; Elmano de Freitas, apoiador de Lula; e Capitão Wagner. Segundo ele, diante do cenário que foi imposto, não há outra escolha.

“Continuo votando, mas votar não significa fazer campanha. Espero que ele repense o modo de agir”, apontou. Capitão Wagner, que não respondeu às críticas feitas pelo aliado, tem se comportado como muitos candidatos ao Governo do Estado, de siglas alinhadas com o bolsonarismo, que têm “escondido” o presidente da República.