
Camilo ao lado da cúpula local do PT Ceará e a presidente nacional, Gleisi Hoffmann. Foto: Divulgação
A crise interna da base governista do Ceará tomou contornos nacionais após a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann criticar o presidenciável Ciro Gomes por insinuar que o ex-governador Camilo Santana teria acordo com Lula sobre Ministério em um eventual governo do petista. De acordo com a dirigente, o pedetista ofende um aliado ao dizer que Camilo trocaria apoio por cargo.
“Não irei contra os meus princípios”, diz Camilo Santana respondendo a Ciro, sem citá-lo
Conforme o Blog do Edison Silva mostrou, Ciro Gomes, em entrevista ao Podcast “Avesso”, afirmou que não sabia se Camilo Santana ainda fazia parte da base aliada no Ceará e disse que o ex-presidente Lula teria oferecido um ministério para que o ex-governador apoiasse o nome de Izolda Cela em detrimento de Roberto Cláudio, outro nome do PDT na disputa interna pela vaga de candidato a governador do Estado.
Para Gleisi Hoffmann, “Ciro Gomes precisa parar de culpar Lula por problemas de sua candidatura, inclusive no Ceará”. De acordo com ela, o PT e o ex-governador Camilo Santana foram leais à aliança com o PDT no Estado. “Sempre estiveram com Lula, pelo Brasil. Dizer que Camilo troca apoio por cargo é ofensa a ele, à verdade, que um aliado não pode cometer”.
O ex-senador Cristovam Buarque também entrou na discussão e chegou a ironizar o caso com o episódio em que Ciro Gomes viajou para Paris, na França, no segundo turno das eleições presidenciais de 2018. “Daqui a pouco vamos desejar que o Ciro vá logo para Paris”, disse Cristovam.