
Partido avalia fortalecer candidatura de Roseno a deputado federal. Foto: Blog do Edison Silva
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) já definiu que terá candidatura própria ao Governo do Estado, apesar dos reclames de alguns membros da agremiação com cargo na gestão Elmano de Freitas. De acordo com o deputado estadual Renato Roseno (PSOL), a legenda tem como meta lutar pela reeleição do presidente Lula, em nível nacional, e fortalecer o partido para ultrapassar a chamada cláusula de barreira.
Para isso, a legenda vai apoiar o maior número de candidaturas a deputado federal nos estados, e o Ceará é um deles. O nome mais visado na sigla para uma das 22 vagas da Bancada Cearense na Câmara dos Deputados é o do próprio Renato Roseno. No entanto, ele afirma que outros nomes também podem surgir para buscar a vaga.
Recentemente, o vereador Gabriel Aguiar (PSOL) anunciou, em suas redes sociais, que o militante de esquerda Jones Manoel estaria de malas prontas para ingressar na sigla socialista pelo estado da Bahia. O ativista fará uma incursão pelo Ceará, visando fortalecer a legenda no Estado.
“Temos que ter candidaturas a governador, senador e senadora para ampliar a presença parlamentar no Congresso. A maioria do Congresso é inimiga do povo. A sociedade não aguenta. Recusam taxar super ricos, são responsáveis pelo desmonte ambiental, apoiaram a dosimetria”, disse Roseno.
Segundo ele, a existência do PSOL depende das candidaturas que estarão postas à mesa, visto a necessidade de se superar a cláusula de barreira.
“Vamos precisar de muitos votos para isso. Temos essa possibilidade com nosso mandato, dos vereadores Gabriel Aguiar, Adriana Gerônimo, com a Ana Karina, Nestor, e muitos estão disponíveis pra esse desafio. Os suplentes Professora Zuleide e Leo Suricate abrilhantaram o parlamento quando aqui estiveram. A gente precisa consolidar esses nomes”, pontuou.
Ele destacou, ainda, a possibilidade de manutenção da federação com a Rede Sustentabilidade para a construção de uma chapa única.
Em mais de duas décadas de existência, o PSOL nunca elegeu um deputado federal nos nove estados do Nordeste brasileiro. O cearense João Alfredo chegou a ser eleito pelo PT, e durante seu mandato se filiou ao Partido Socialismo e Liberdade.
“Esse é um desafio imediato. A candidatura majoritária é uma imposição programática. O partido precisa mostrar suas ideias. Temos que ver o que está errado e o que precisa mudar na atual gestão. No segundo turno a gente pode ver, mas todos do PSOL sabem a gravidade do momento. Vamos apoiar o governo Lula à reeleição. Nosso maior desafio é derrotar a diretora e a extrema, que nas última votações, vimos que só fazem mal à sociedade brasileira”, apontou.