Guilherme Sampaio condenou ataques pessoais a lideranças políticas. Foto: ALECE

Diante do constante acirramento evidente no plenário da Assembleia Legislativa, o líder da base governista, o deputado Guilherme Sampaio (PT) defendeu um debate com mais respeito entre seus pares. Segundo ele, a experiência ensina que é possível ter posição e convicção “sem abrir mão do respeito”.

Sem citar nomes, o parlamentar repudiou ataques de cunho pessoal feitos por colegas de oposição a autoridades constituídas e a outros deputados. “Divergir é legítimo e necessário. Ofender atributos físicos ou usar termos pejorativos não contribui em nada para o debate democrático nem para o projeto que se pretende apresentar à população”, disse.

Para ele, quem respeita o adversário demonstra, antes de tudo, respeito ao eleitor. Guilherme aproveitou para lembrar indicadores que considera positivos da gestão atual. Segundo ele, o Ceará é líder nacional no ensino fundamental, com quase 25 mil alunos da rede pública aprovados em universidades, ampliou o programa CNH Popular e criou a a empresa estadual do audiovisual.

“Quero ver a oposição apresentar um projeto concreto que supere esses resultados”, desafiou.

Na mesma linha, o deputado De Assis Diniz (PT) contestou o que classificou como “narrativa de terra arrasada” construída pela oposição. “Afirmar que o Ceará perdeu o rumo é, no mínimo, desconectado dos números e da realidade”, avaliou. Entre os dados citados pelo parlamentar estão o investimento de R$ 1 bilhão em escolas de tempo integral, a construção de novos hospitais regionais e o fato de o estado registrar, pela primeira vez, mais trabalhadores com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família, além da menor taxa histórica de desemprego.

Os dois pronunciamentos, feitos em tom moderado, revelam a estratégia da base governista neste fim de ano legislativo: rejeitar o confronto pessoal, reafirmar os avanços da gestão petista e tentar recolocar o debate no terreno das propostas e dos indicadores objetivos.

Em um plenário onde as críticas à segurança pública e à condução econômica têm dominado os discursos da oposição, a resposta da situação foi mostrar os resultado para serem analisados com números, não com ataques pessoais. Resta saber se o apelo por um debate mais elevado será suficiente para reduzir a temperatura política no Ceará rumo a 2026.