
Bruno Mesquita ao lado do prefeito Evandro Leitão e do presidente da Câmara Léo Couto. Foto: CMFor
Em seu segundo mandato e com um histórico de opositor, o líder do Governo Evandro Leitão (PT), o vereador Bruno Mesquita (PSD) afirmou que não abrirá mão de dialogar com seus colegas de oposição, visando buscar uma harmonia na Câmara Municipal de Fortaleza. De acordo com ele, a gestão petista deve iniciar os trabalhos da nova Legislatura na Casa com algo em torno de 30 a 32 membros da base governista, contra outros 11 quadros oposicionistas ou independentes.
“Não posso fugir daquilo que sempre fui pautado na minha vida. Na maioria da minha vida política fui pautado por ser oposição, e nunca abrirei mão de ouvir os colegas da oposição, sempre priorizando a cidade de Fortaleza”, disse. Conforme Mesquita, as tensões com a oposição se dão muitas das vezes porque alguns projetos e emendas são bons no papel, mas na prática se tornam inviáveis. E é esse diálogo que ele defende que terá com a bancada de oposição.
O vereador foi assessor do ex-deputado Roberto Mesquita, que por anos fez oposição aos governos Cid Gomes e Camilo Santana. No decorrer de sua jornada política, Bruno se aproximou de figuras da oposição como Inspetor Alberto (PL), Priscila Costa (PL), Julierme Sena (PL), Marcelo Lemos (PL) e Jorge Pinheiro (PSDB), além de Carmelo Neto, esposo da vereadora Bella Carmelo (PL).
Sobre a relação com os oposicionistas ao Governo Evandro Leitão, ele afirma que não atuará de forma a “passar o trator” nas pautas da bancada, mas que fará valer o desejo da maioria. “Mas também tem que escutar os colegas da oposição. No que puder ajudar, ajudarei. Porque faz parte da minha história”, disse.
Na avaliação de Bruno, a base governista atualmente gira em torno de 30 a 32 vereadores, e sua ideia é aumentar ainda mais esse número, apesar de acreditar que já seja o suficiente para aprovar matérias de interesse do Governo sem muitas dificuldades. A oposição à gestão Evandro é formada por cinco parlamentares do PL, dois do PDT, um do PSDB e um do União Brasil. Os vereadores do PSOL, Adriana Gerônimo e Gabriel Biologia, afirmam que atuarão de forma independente.
Aliança
Já Michel Lins, que apoiou o ex-prefeito Sarto no primeiro turno da campanha eleitoral em Fortaleza, e André Fernandes (PL) no segundo turno, está dialogando com o Governo Evandro e deve fazer parte da base aliada. “O que o fortalezense espera é o que está acontecendo, Fortaleza voltou a ter prefeito presente, com coleta de lixo e limpeza das ruas, voltar a ter zelo com o dinheiro público. Na saúde, que possa melhorar, no Carnaval o prefeito já mostrou que haverá protagonismo da cultura”, pontuou.
Para Bruno Mesquita, a aliança entre Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal fará diferença no momento de atrair investimentos para a cidade nos próximos anos. Segundo ele, o fortalezense já está sentindo os efeitos dessa colaboração,como a atração de R$ 48 milhões para manutenção do Instituto Dr. José Frota, o IJF. “Isso será ótimo para todas as pastas, até para facilitar a questão de obras, como da lagoa da Maraponga, que vai começar. Quando tem entrosamento entre os entes, as coisas passam a acontecer com mais facilidade”.