André Figueiredo e Evandro Leitão devem representar PDT em conversa com ex-governador antes da deliberação do partido sobre candidatura. Foto: Divulgação

O PDT do Ceará reuniu, durante quatro horas, nesta segunda-feira (11), as bancadas pedetistas da Assembleia Legislativa e Câmara Federal para deliberar sobre os próximos passos da sigla em busca de unidade sobre o nome que deve representar a base governista na disputa eleitoral deste ano. O partido definiu que um diálogo deve ser travado com o ex-governador Camilo Santana para se chegar a um consenso, e caso isso não ocorra, a definição se dará em reunião do diretório estadual, que escolherá o nome do candidato pedetista na próxima segunda-feira (18).

Estiveram presentes os 13 deputados estaduais da sigla na Assembleia Legislativa, além dos sete deputados federais e do presidenciável Ciro Gomes. O senador Cid Gomes, que foi responsável por essas deliberações nos últimos anos, continua afastado do processo de escolha do nome pedetista, mas mantém diálogo com o irmão, Ciro Gomes.

“Buscaremos a unidade em cima disso. Vamos buscar diálogo com o ex-governador Camilo Santana na perspectiva da deliberação que deve sair na segunda-feira. Se chegarmos a um consenso até lá, que seja respeitado a decisão do PDT, do diretório do PDT”, informou ao Blog do Edison Silva o presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo.

Segundo ele, dependendo das conversas no decorrer da semana é provável que o nome do escolhido seja informado até antes da reunião do diretório, que serviria apenas para confirmar a decisão das lideranças. Figueiredo e o presidente da Assembleia Legislativa Evandro Leitão foram designados para manter diálogo com Camilo Santana. A perspectiva dos pedetistas é trabalhar em cima de uma unidade, o que conforme disse, seria bom para todos os que fazem parte do grupo governista.

O ex-governador Camilo Santana é o nome do Partido dos Trabalhadores designado para manter o diálogo com os pedetistas, mas segundo André Figueiredo, não há qualquer impedimento de diálogo com outros atores da sigla aliada, como o deputado federal José Nobre Guimarães, por exemplo. “A ideia básica é que a candidatura que for definida pelo PDT que tenha o apoio de todos os partidos”, defendeu.

Durante a reunião também foi mencionado as supostas ligações e mensagens que teriam sido feitas pelo secretário Nelson Martins a gestores municipais, solicitando apoio à reeleição de Izolda Cela e à candidatura de Camilo Santana ao Senado. André Figueiredo afirmou que “a intromissão é indevida na vida dos prefeitos aliados”. A orientação que o PDT tem dado aos gestores pedetistas foi de que eles reforcem o apoio a qualquer um dos quatro nomes da disputa que seja escolhido no processo interno da sigla.

Diretório

A reunião do diretório do PDT está previamente agendada para a próxima segunda-feira, quando os 84 membros do colegiado devem deliberar, por consenso um dos quatro nomes. Não havendo uma definição em unidade, abre-se a palavra para cada um dos quatro pré-candidatos e inicia-se o processo de votação, que é a última instância para a escolha do nome.

“A votação só vai acontecer se não houver unanimidade até lá. Estamos trabalhando o consenso. Se não houver unanimidade. Apesar de termos tido quatro horas de reunião, foi uma reunião extremamente tranquila”, disse André Figueiredo.