Izolda Cela (PDT) na chegada à solenidade de entrega da Medalha Iracema ao lado do ex-governador, Camilo Santana (PT). Foto: Miguel Martins.

Apesar de ser casada com o ex-prefeito de Sobral, Veveu Arruda, do Partido dos Trabalhadores, a governadora Izolda Cela nunca foi filiada à agremiação.

A chefe do Poder Executivo estadual se filiou pela primeira vez, em 2013, ao PROS, acompanhando o grupo político de Cid Gomes e, em seguida, ingressou no PDT, partido pelo qual disputou reeleição ao cargo de vice-governadora em 2018.

Á época de sua filiação ao PROS, a então secretária estadual de Educação afirmou que sua filiação não estava motivada, de sua parte, por qualquer pretensão de candidatar-se a algum cargo político. “A filiação, neste momento, é uma resposta concreta e necessária, como manifestação de apoio, respeito e confiança na liderança do governador Cid Gomes”, disse na ocasião.

Nos últimos dias, após insinuação do vice-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Adail Júnior (PDT), de que sua correligionária teria “sangue petista”, questionamentos foram feitos sobre a proximidade da governadora com aliados do PT.

“Olha, meu sangue é sertanejo. Isso me define melhor”, disse a gestora quando questionada sobre seu histórico partidário.

“Na verdade, não tinha filiação partidária até o momento de desincompatibilizar com a perspectiva de candidatura, que foi como vice-governadora”, explicou Izolda.

A governadora é um dos quatro nomes do PDT colocados para a disputa eleitoral deste ano ao próximo mandato do Governo do Estado. Além dela, também são pré-candidatos do PDT: o deputado federal Mauro Filho, o presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão; e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.