Capitão Wagner durante ato de filiação ao União Brasil. Deputados, vereadores e o ex-governador Lúcio Alcântara estiveram presentes. Foto: Miguel Martins

Depois de se batizar no Rio Jordão, em Israel, o deputado federal Capitão Wagner realizou evento de filiação partidária ao União Brasil, na manhã desta terça-feira (22) em clima de ato religioso. Pretenso candidato ao Governo do Estado, o parlamentar afirmou que a Igreja será a maior parceira de seu projeto político.

Durante discurso, o postulante fez críticas à base governista no Estado, em especial ao líder do grupo, o presidenciável Ciro Gomes, do PDT, a quem ele acusou de “ingratidão e desrespeito” devido às constantes falas do pedetista contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem já foi ministro e esteve aliado até o pleito eleitoral de 2018.

“Ele bater no cara que deu oportunidade para ele se tornar ministro. Porque quando o Ciro bate no Lula… Ele era da casa do Lula, ministro do Lula. Isso se chama ingratidão e desrespeito. Isso se chama oportunismo. Bateu no Moro, no Lula, no Bolsonaro e até no Dória. Acho que ele tem a síndrome do escorpião, não consegue ficar sem tentar envenenar alguém”, disparou.

Apesar de a executiva do União Brasil só ter ficado disponível no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início da noite de ontem, portanto dep0is do ato de filiações, Capitão Wagner afirmou estar “com esperança renovada de que a gente ia vencer essa batalha”. Junto com ele estiveram presentes no evento, que aconteceu no auditório Murilo Aguiar, na Assembleia Legislativa, dois prefeitos, deputados federais e estaduais, além de vereadores. Todos se filiaram à nova legenda.

“Não poderia ter partido melhor para a gente enfrentar essa batalha do que o União Brasil. União para trazer paz. Podem tentar me chamar para o embate baixo, não iremos. Podem me chamar para a baixaria, não iremos”, disse o parlamentar, acusando aliados do Governo de articularem críticas contra ele. “A resposta será proposta e a Justiça vai tomar de conta, vou botar para a Justiça resolver. Essa família acha que manda em tudo”.

“Precisamos de paz, precisamos de união. O Capitão Wagner quer ser o governador de todos, dos que me apoiam e dos que não vão me apoiar. A gente quer união. Quem quiser vir ajudar a construir um Ceará sem medo, será acolhido e bem vindo” – (Capitão Wagner)

O encontro foi encerrado com a oração do “Pai Nosso” e uma espécie de ato religioso em que o reverendo Munguba Júnior orou por Wagner, ao lado da esposa do parlamentar, Dayany Bittencourt. De acordo com o pretenso candidato, “a igreja vai ser a maior parceira desse projeto”.

Estiveram presentes ao ato de filiação, além de Wagner e Dayany Bittencourt, o ex-governador Lúcio Alcântara, o prefeito de Maracanaú Roberto Pessoa, o prefeito de São Gonçalo do Amarante Professor Marcelão, os deputados Danilo Forte, Vaidon Oliveira, Heitor Freire, Fernanda Pessoa, Heitor Férrer, Soldado Noélio, Tony Brito. além dos vereadores Márcio Martins, Sargento Reginauro e Julierme Sena.