Dra Silvana e Dr Jaziel afirmaram que o Brasil acordou de luto. Foto: Reprodução/Instagram

O dia foi de lamento para políticos bolsonaristas do Ceará após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida nas primeiras horas deste sábado (22). Além da indignação, parlamentares cearenses aliados de Bolsonaro apontaram perseguição politica por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O evento do PL Mulher, realizado no Município de Caucaia, que teria como protagonista a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi marcado por duras críticas por parte dos participantes contra a ação da Polícia Federal na Casa de Bolsonaro. Um dos presentes foi o presidente estadual do União Brasil, que aproveitou o momento para atacar o operação autorizada pela Polícia.

Dra. Silvana, líder do PL na Assembleia Legislativa, disse não ter condições de se dirigir até o encontro após o ocorrido. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que está vivenciando o “luto da democracia”. “Bolsonaro, você é uma ideia, você desspertou o exército de soldados patriotas”, disse.

Dr. Jaziel (PL) corroborou com ela, destacando que Bolsonaro “despertou o sentimento de brasilidade na população”.

O deputado Carmelo Neto (PL) cancelou agenda que tinha em Goiás e se dirigiu a Brasília para apoiar Bolsonaro. O mesmo foi feito pelo presidente estadual do PL, o deputado federal André Fernandes.
“Estou cancelando minha agenda no Ceará e me dirigindo a Brasília, acompanhar Jair Bolsonaro de perto, prestar apoio, participar de manifestações e tudo que esteja ao nosso alcance. Que os senadores façam o mesmo, pois só eles podem parar o assassino do Clezão, Moraes”, acusou André Fernandes.

“A decisão do Moraes é imoral e juridicamente indefensável.
Mesmo que houvesse um ato contra a prisão de Jair Bolsonaro, não existe qualquer base legal para transformar isso em prisão preventiva”, disse Carmelo.

Segundo ele, “a PF do Moraes e o próprio Moraes montaram uma narrativa conveniente para que a prisão caísse justamente no dia 22”.

Indo para o campo da espiritualidade, o senador bolsonarista Eduardo Girão (NOVO-CE) disse que a convocação de Flávio Bolsonaro para uma vigília em prol do ex-presidente “levantou demônio”.
“A prisão de Bolsonaro pela PF do regime Lula-STF é mais um capítulo da explícita perseguição a quem é de direita e conservador no Brasil. Estamos numa clara guerra espiritual”, disse. “A oração e ação pacífica de nossos cidadãos deve continuar para a libertação dos presos políticos que vergonhosamente temos em pleno século 21”, pontuou.

“Indignação, injustiça. Mas um recado: nao vamos desistir do presidente Bolsonaro. Não vamos desistir do Brasil”, apontou a vereadora Priscila Costa (PL).