Para Girão, Lula e o ministro souberam dos atos com antecedência. Ele trabalha ao lado do também bolsonarista Marcos do Val. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado.

O senador bolsonarista Eduardo Girão (Pode-CE) quer acusar o presidente Lula e o ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino por, segundo ele, permitirem a ocorrência dos atos terroristas praticados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro na Praça dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro. Segundo o parlamentar, ele protocolou na Procuradoria Geral da República representação criminal contra Dino e prepara pedido de impeachment ao chefe do Executivo Federal.

“Seja por ação ou omissão, todos devem ser punidos com o rigor da Lei. Diante das revelações acerca da confirmação de que o Governo Lula sabia dois dias antes da gravidade dos atos violentos do dia 08/01, em Brasília , protocolei desde a semana passada na PGR uma representação criminal contra os ministros Flávio Dino e o general Marco Edson Gonçalves Dias, da GSI, com forte argumentação baseada em fatos, fontes, dados e legislação contundentes que, ao nosso entendimento, demonstram que cometeram o crime de prevaricação, por omissão e inação, em suas competências legais”, disse o bolsonarista.

Em suas redes sociais, Girão disse querer a prisão de Flávio Dino e que estaria dando entrada num pedido de impeachment do presidente Lula, que ainda está no seu primeiro mês de mandato. “Eles tinham o dever de enfrentar, conjuntamente com o Governo do Distrito Federal, as ações hostis perpetradas por vândalos contra as sedes dos Três Poderes da República pois sabiam dos objetivos das manifestações já que a própria Abin alertou o Governo Lula que teriam a intenção de destruir fisicamente as instituições da República”, apontou.

“Em situações como essa a nossa Constituição responsabiliza não apenas os mandantes e os executores mas também aqueles que podendo evitá-los se omitirem. Em nome da verdade essa investigação deve ser instaurada. Não podemos admitir seletividade na aplicação da Lei, principalmente quando há uma corresponsabilidade entre o Governo do DF e o executivo federal”, defendeu o bolsonarista.