A ministra Aparecida Gonçalves solicitou ao governador proteção especial para Maria da Penha. Foto: Reprodução/Instagram

Políticos cearenses se solidarizaram com a ativista dos direitos humanos Maria da Penha após ela sofrer ameaças de extremistas. O governador Elmano de Freitas, atendendo um pedido da ministra Aparecida Gonçalves, afirmou que irá disponibilizar seguranças para garantir a integridade de Penha.

Segundo a ministra Aparecida Gonçalves, ela esteve no Ceará para visitar Maria da Penha,que vem sendo alvo de mentiras e tendo sua vida ameaçada. “Pedi pessoalmente ao governador Elmano de Freitas e à vice-governadora e secretária das Mulheres, Jade Romero, uma atenção especial do estado à proteção de Maria da Penha, e eles prontamente se comprometeram a apoiar”, disse.

“É inaceitável que Maria da Penha esteja passando por esse processo de revitimização ainda hoje no Brasil, 18 anos após ter emprestado seu nome a uma das leis mais importantes do mundo para a prevenção e o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres”, afirmou.

Os ataques à Maria da Penha tiveram início após site de direita, através de documentário, tentar revisionar a história de agressão sofrida pela ativista. O governador Elmano de Freitas afirmou que grupos de comunidades digitais têm disseminado ódio contra as mulheres nas redes sociais. “São ações repugnantes e inadmissíveis”.

Proteção

Ele afirmou ter incluído Maria da Penha no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH). “Manifesto todo o meu apoio a essa grande mulher, que transformou a dor de ter sido vítima em força para lutar contra a violência motivada pelo machismo. Ressalto ainda que será construído um memorial na casa onde aconteceu o crime contra Maria da Penha”.

A deputada Larissa Gaspar (PT) disse ser inadmissível que a Maria da Penha tenha que passar por uma nova onda de violência “orquestrada pela extrema direita misógina desse país”.  “Maria da Penha, sua luta é nossa luta. Seguiremos firmes ao seu lado, denunciando e combatendo a misoginia, a violência e todas as tentativas de silenciar as vozes femininas que clamam por justiça”, afirmou Renato Roseno (PSOL).