Apesar das dificuldades, o deputado Heitor acredita que os partidos saem fortalecidos com as mudanças eleitorais. Foto: Miguel Martins.

Figura conhecida da política local, principalmente, pelo seu posicionamento de oposição aos governos do momento, o deputado estadual Heitor Férrer (SD) acredita que o pleito do próximo ano será o mais difícil para ele, visto as mudanças eleitorais vigentes.

Para o parlamentar, haverá dificuldades também de eleição para novatos no cenário político, visto o fim da chamada coligação proporcional, vigente desde a disputa eleitoral de 2020.

“A novidade para esse pleito de 2022 é que não haverá coligação proporcional. Isso dificulta a volta de alguns deputados ou a entrada de novos, porque os partidos têm que ter o próprio corpo. E a maioria desses partidos é cartorial, para receber Fundo, se vender para as coligações majoritárias, de forma que os partidos serão depurados”, avalia Férrer.

No entanto, ele analisa que, para fortalecimento das agremiações esse tipo de mudança se fazia necessária. Em sua avaliação, a tendência é que esse mecanismo fortaleça as legendas ainda que alguns encontrem maiores dificuldades de eleição ou reeleição, como no seu caso.

“No Ceará, há uma oligarquia que caminha há anos, e tem funcionado como um buraco negro, atraindo todos os partidos que estão aí a apoiar Camilo Santana e os Ferreira Gomes. Para lá, não vou”, disse.

O parlamentar afirmou, ainda, que não se vê ingressando em partidos de esquerda, visto que muitas das gestões alinhadas a esse espectro da política brasileira, na visão de Férrer, fracassaram. “Então, não nos sobra nada, porque a maioria está na base do Governo estadual. Vamos conversar para saber qual deles pode nos ajudar a retornar para a Assembleia Legislativa”, revelou.