Oposição no Ceará se sente mais preparada para a disputa de 2022. Alguns nomes são sondados - Blog Edison Silva

Oposição no Ceará se sente mais preparada para a disputa de 2022. Alguns nomes são sondados

Segundo o deputado Capitão Wagner (PROS), a oposição não está focada em 2022, por enquanto, porém, nomes já são discutidos internamente para os cargos majoritários. Foto: Divulgação.

A oposição no Ceará se sente mais preparada para a disputa eleitoral de 2022 do que esteve nas eleições gerais de 2018. Pelo menos essa é a avaliação que lideranças do grupo fazem, já buscando se agrupar para o pleito do próximo ano. De acordo com o deputado federal Capitão Wagner (PROS), nomes com potencial eleitoral devem ser apresentados no momento certo, logo após o processo de isolamento social rígido pelo qual o Estado passa.

Segundo ele, a oposição não está focada em discutir 2022, por enquanto, porém, nomes já são sondados internamente para os cargos majoritários. Dentre eles, o parlamentar cita o senador Eduardo Girão (Podemos); o prefeito de Caucaia, Vitor Valim (PROS); o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PSDB); além de outras lideranças como o ex-prefeito de Barbalha, Argemiro Sampaio (PSDB); o empresário Gilmar Bender de Juazeiro do Norte; o deputado federal Moses Rodrigues e seu pai, Oscar Rodrigues (MDB), candidato derrotado nas eleições de 2020 em Sobral.

Para a disputa de 2020, quando se candidatou a prefeito de Fortaleza, Wagner se preparou durante todo o ano de 2019, mas no momento, segundo informou, a pandemia vigente impede uma organização mais célere. “Logo que passar a pandemia, vamos sentar com os integrantes da oposição, que é maior do que tínhamos em 2018″. O cenário é muito complexo, carece de mais organização e mais planejamento. Não temos definição de nomes, mas nomes temos”.

Capitão Wagner permanece presidente do PROS e acredita que a sigla que vai disponibilizar o candidato majoritário da oposição é relevante, mas não primordial. Segundo ele, em 2020, foi candidato a prefeito por uma das menores siglas da coligação oposicionista, mas se aglutinou com outras legendas e disputou em pé de igualdade com a candidatura governista. “A ideia é ter um grupo de partidos que viabilize chapas, tempo de TV e que a gente possa fazer a disputa em relação a tempo de TV e quantidade de candidaturas, parecido com os da candidatura governista”.

Efeito positivo

O dirigente avalia que o trabalho dos parlamentares de oposição tem surtido efeito positivo para a população. Ele lembrou, por exemplo, que críticas feitas pelo grupo à publicação de livro sobre pandemia, no valor de R$ 547 mil, e contra a construção de bondinho elétrico, avaliado em mais de R$ 200 milhões, fizeram com que o Governo do Estado desistisse das iniciativas.

“A gente pode citar também a retirada do ICMS do capacete elmo que questionamos e fomos atendidos. O Governo está muito atento às suas despesas porque sabe que a oposição está acompanhando de perto. Esse trabalho é benéfico e a gente evita gastos equivocados para o momento. Não que a gente seja contra os investimentos, mas o momento não é adequado para esse tipo de gasto”, avaliou.

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