“Igreja não deve definir candidatura de ninguém”, defende deputado estadual Walter Cavalcante (MDB) - Blog Edison Silva

“Igreja não deve definir candidatura de ninguém”, defende deputado estadual Walter Cavalcante (MDB)

O parlamentar emedebista tem ligação com os movimentos religiosos da Igreja Católica. Foto: Robério Lessa/Blog do Edison Silva.

De volta à Assembleia Legislativa do Ceará, após ser candidato a vice prefeito de Fortaleza na chapa de Heitor Férrer (SD), o deputado Walter Cavalcante (MDB) fez uma reflexão sobre o direcionamento que partidos e igrejas costumam dar aos seus seguidores durante as eleições, além de uma avaliação do que se passou na eleição do primeiro turno.

Igreja

O deputado, que é ligado à Igreja Católica, avalia que não houve por parte do catolicismo um direcionamento de voto para candidatura alguma, diferentemente do que houve em outras instituições religiosas cristãs.

“A Igreja Católica não fez como a Igreja Universal, que tomou a sua decisão e apoiou um único candidato, e ele foi o mais votado. A Igreja Católica não fica tutelando o voto de ninguém, apenas faz questão, por orientação da CNBB, de mostrar que o voto faz a diferença, o voto faz com que você tire a desigualdade que existe entre rico e pobre, e a forma de fazer o bem às pessoas é exatamente a política. O próprio papa Francisco disse que na política é que você pode procurar fazer o bem às pessoas”, ponderou.

O candidato Ronaldo Martins (REP), pastor da Igreja Universal, foi o vereador mais votado em Fortaleza, obtendo 31.840 votos.

Walter condenou que igrejas orientem o voto para determinados candidatos. “O que eu condeno dentro da igreja, é que eu acho que a igreja não deve definir candidatura de ninguém. Acho que a igreja tem que seguir a orientação da CNBB, que pediu que analisasse o perfil de cada candidato, visto que os católicos e cristãos têm uma responsabilidade muito grande, pois o cristão pensa muito antes de agir. Então, o que nós fizemos nessa campanha não foi utilizar a igreja como um patamar para subir. Ao contrário, nós procuramos mostrar à população que a Igreja Católica precisa ter representante, mas precisa analisar nomes, sem individualizar em ninguém”, concluiu.

Mudança de orientação do partido

No mesmo sentido de não tutelar voto de ninguém, o MDB liberou seus filiados para votar como quiserem no segundo turno. “Nós convencemos que nós não podemos dirigir a cabeça de ninguém. Então, ficou acertado que o MDB está liberando todo mundo para escolher o candidato que quiser”, explicou.

Candidatura SD/MDB

Walter avaliou ainda que sua candidatura ao lado de Heitor Férrer cumpriu com o esperado, fazendo uma campanha propositiva, sem ataques a ninguém, sem humilhação a nenhum candidato, respeitando e visitando a população. “A gente tem que respeitar aquilo que a população pensa, aquilo que a população decidiu e trabalhar para Fortaleza ter uma campanha limpa, sem agressões, como o que nós fizemos. Demos o maior exemplo”, afirmou.

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