Afeganistão III: Palácio Darul Amam - Rastros de intolerância - Blog Edison Silva

Afeganistão III: Palácio Darul Amam – Rastros de intolerância

A.Capibaribe NetoEspecial para o Blog do Edison Silva – Afeganistão III: Palácio Darul Amam – Rastros de intolerância.

O Palácio de Darul Aman, embora signifique “a morada da paz” ou “morada de Amanullah, é um antigo palácio, foi lar da família real afegã e depois sede do exército daquele país. Atualmente, está completamente abandonado embora ainda haja planos para sua reconstrução, está em ruínas devido às constantes guerras.
O Palácio Darul está localizado a 16 km do centro da capital Cabul. Graças aos contratos que fui colecionando desde quem embarquei em Dubai, com uma passagem de ida e volta, pela primeira vez, para a aventura mais emocionante do fotógrafo e repórter, ao Afeganistão, tinha comigo dois objetivos: conhecer a colina que foi cenário do filme “O Caçador de Pipas” e os cenários onde vez por outra, os homens bomba “embarcavam” para ir encontrar às virgens prometidas a eles pelos sacrifícios de se explodirem em nome de Allah.
Conheci muito mais, principalmente lugares belíssimos e que ainda hoje aguardam os tempo de paz para voltarem a ser roteiros de turistas curiosos. O que mais me marcou nessa primeira visita, foram as ruínas do Palácio Darul. Fui um dos poucos a entrar no Palácio, cercado por arame farpado e mantido fora do alcance de jornalistas, fotógrafos e curiosos. A sensação de caminhar por entre os escombros do Palácio e ver as paredes com as cicatrizes nas paredes de milhares de balas, salões destruídos, escadarias luxuosas penduradas por ferros retorcidos, transportam o fotógrafo para o momento da barbarie, da fúria tresloucada das guerras que só deixaram lições e rastros de ódio e vi olência. Talvez tenha sido o único estrangeiro a ser convidado pela guarda militar do Palácio para tomar um chá de paz na moldura de um janelão sem os vitrais, mas servindo de cenário para à vista de Kabul, para onde ainda voltaria outra vez, para viajar para um reduto de talibãs, e ser atrevido na cidade da Mesquita Azul, em Mazar-e-Sharif.
Texto e Fotos: A Capibaribe Neto.

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